"Curta a vida; a vida é curta
Quando vejo a coruja, silencio,
Com medo do olhar - frio - que ela tem;
Não parece animal, parece alguém
A me impor um duelo, um desafio.
Como a morte a espreitar, do meio fio,
Meus passos, meus tropeços, sem, porém,
Me atar às suas garras... Se ela vem,
Não resta nada, além de um arrepio.
Por isso, curte a vida; o tempo é curto;
Podes morrer no próximo segundo,
De uma doença ou de uma mente suja.
Deixa que o amor te invada, como um surto;
Agarra-te à alegria que há no mundo
Ou vais cair no ataque da coruja."
Bernardo Trancoso
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